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Cloridrato de Betaína – Saiba Mais

O cloridrato de betaína é utilizado no tratamento da hipocloridria (redução do ácido estomacal) ou acloridria (ausência do ácido estomacal).

Tal efeito se deve ao cloridrato e não à betaína.

Em meio aquoso, os prótons H+ são liberados acidificando o estômago rapidamente. Um estudo mostrou que o cloridrato de betaína reduziu significativamente o pH gástrico de 5,2 para 0,6 durante o intervalo de 30 minutos após a administração. Contudo, o início do efeito da suplementação foi rápido, com um tempo médio de 6,3 minutos para tornar o pH gástrico menor que 3.

Especialmente para idosos, pessoas com gastrite atrófica autoimune (anticorpos anti-células parietais) e pessoas que fizeram uso crônico de inibidores da bomba de prótons, a suplementação com cloridrato de betaína pode ser necessária de forma crônica sempre que consumir uma refeição rica em proteína.

O ácido estomacal é essencial para a desnaturação proteica e ativação do pepsinogênio em pepsina permitindo o início da digestão química. Contudo, o pH baixo também é uma linha de defesa contra microorganismos patogênicos, além de facilitar a absorção de nutrientes como ferro, zinco e cálcio.

Sobretudo, o cloridrato de betaína possui betaína e dependendo da dose utilizada pode auxiliar na redução da homocisteína.

Eu prefiro manipulada porque a maioria das marcas possui uma dose alta. Geralmente se manipula em doses menores e reavalia como o paciente se sente. Se melhorou a dose está ajustada. Se ainda sente distensão abdominal ou dispepsia, só aumenta o número de cápsulas e reavalia. Se melhorou a digestão, a dose está boa.

Se comprar um produto que tem dose muito alta e o paciente comer pouca proteína por refeição ou se o paciente não possui uma hipocloridria avançada, ele pode sentir dor gástrica e pode perder o produto comprado.

Lembrando que quanto maior o consumo de proteína na refeição, maior pode ser a dose de cloridrato de betaína. Se for uma refeição isenta de proteína, não será necessário seu uso. Nesse último caso, seria apenas as enzimas de acordo com o micronutriente se necessário.

Qual a dose? O relato do paciente que irá determinar.

Matéria do Nutricionista Leonardo Borba

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