Endometriose e os Fitoestrógenos

Bora falar de endometriose, meu povo. Hoje vamos falar sobre uma classe de substâncias muito polêmica Os fitoestrógenos.

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E porque polêmica? Pois sabemos que a endometriose é uma doença dependente de estrogênio (E2) . Então algo que leve E2 no nome já liga o alerta, mas será que é por ai?

Os fitoestrógenos são fitoquímicos presentes em muitos alimentos como:

soja, feijões, repolho e diversos outras frutas e vegetais.

Eles podem ser classificados em 4 principais classes:

1- Flavonoides;

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2- Lignanas;

3- Ácidos Fenólicos;

4- Estilbenos, como o resveratrol.

Sim, você não leu errado. O queridinho das endometríacas, o resveratrol, também é um fitoestrógeno.

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Segue o fio…

Os fitoestrógenos tem uma similaridade estrutural com o estrogênio, e isso permite que ele se ligue nos mesmos receptores, porem os fitoestrógenos se ligam aos receptores de E2, no lugar do hormônio, ou seja, com isso temos uma diminuição do estrogênio local e do seu efeito negativo na proliferação do endométrio.

Por conta dessa ação, eles agem como anti-estrogênicos, interferindo com a sinalização hormonal e molecular e evitando que o E2 exerça seu efeito mais proliferativo.

É como se fosse a chave errada, entrando na fechadura certa, mas sem abrir a porta e sem deixar que a chave certa (E2) abra a porta.

Uma revisão sistemática publicada na revista Nutrients ano passado avaliou 60 estudos com o uso de fitoestrógenos na endometriose.

Desses 60 estudos, 22 foram feitos em células endométricas in vitro, onde o uso de fitoestrógenos (especialmente o resveratrol) mostrou resultados significativos na melhora das lesões, induzindo apoptose celular e reduzindo a proliferação celular em 19 desses estudos.

Porém apenas 7 foram feitos em humanos, sendo 3 com resveratrol, 1 com quercetina, 1 com lignanas, e 2 com genisteina e daizenina.

Nesses estudos reduções nos sintomas de dor, melhora da dismenorreia e da dor pélvica, melhora das dores de cabeça, cistite, dores musculares e dor na hora da relação sexual , além de diminuição no risco para histerctomia em um estudo que utilizou genisteina e daidzeina por 1 ano.

Matéria do Nutricionista Felipe Rossini

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