Você Evacua do Jeito Certo?

Por Felipe Rossini – Será que a posição que vc senta no vaso sanitário pode interferir na facilidade para expulsar o bonitão? Fazer o número 2 parece ser algo que não exige muito pensamento.

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Afinal, é só sentar lá e esperar o trabalho ser feito, não é mesmo? Mas hoje vou te mostrar que não é bem assim. A posição que você senta no vaso sanitário pode tornar o processo mais fácil ou mais díficil.

Muitos de nós sentamos no vaso em um angulo de 90 graus (imagem 1), como se estivéssemos sentados assistindo TV (mexendo no celular e espero que vendo meus stories) e esperamos o trabalho ser feito.

Mas na verdade, essa posição pode dificultar muito a eliminação correta das fezes. A posição correta e que proporciona uma eliminação mais rápida e completa é a posição agachada em um ângulo de 45 graus (imagem 2), porém acredito que nenhum de vcs tenha um vaso soldado no chão.

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Porém conseguimos simular a posição de agachamento colocando os pés em cima de um “banquinho” (também conhecido como banco de cócoras) para criar esse ângulo de 45 graus. O lixinho do banheiro tb serve bem como apoio.

A posição sentada para fazer o número 2 vai de desencontro com a anatomia do nosso corpo.

Na posição sentada em 90 graus os musculos puboretais não conseguem relaxar e ficar na posição reta para facilitar a viagem das fezes pelo canal anal até desembocar no vaso.

Já na posição agachada de 45 graus a flexão dos quadris relaxa os músculos puboretais, e deixa o canal retoanal alinhado em linha reta , facilitando a defecação e exigindo menos esforço (ótima noticia para os constipados).

Com isso temos:

  • Evacuação mais rápida e eficiente;
  • Evacuação completa;
  • Menor chance de hemorroidas devido à esforço;
  • Menos dor e desconforto para evacuar.

Se você sente muita dificuldade em ir ao banheiro, faz muito esforço ou fica com aquela sensação que ainda tem coisa ali dentro, invista num banquinho que é sucesso.

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E ai? Evacua como a imagem 1, 2 ou de ponta cabeça?

doi: 10.4103/jehp.jehp_198_18
doi.org/10.1111/j.1757-5672.2009.00057.x
doi: 10.1097/MCG.0000000000001143

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