Alimentação Cardioprotetora

Ministério da Saúde – Hospital do Coração – Manual de Orientações para Profissionais da Atenção Básica

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As doenças cardiovasculares (DCV) são a primeira causa de mortalidade no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que as DCV representaram mais de 30% dos óbitos no mundo em 2015 e em países em desenvolvimento, como o Brasil, atingiram mais de três quartos das causas de morte.

A prevalência dos fatores de risco também trazem dados preocupantes: mais da metade da população brasileira está com excesso de peso ou obesidade (BRASIL, 2017).

Mudanças nos padrões de consumo de alimentos são destacadas como um dos principais motivos do aumento exponencial do sobrepeso e da obesidade na população, tendo em vista que famílias têm deixado de consumir pratos típicos tradicionais e aumentado a ingestão de alimentos ultraprocessados e de baixa qualidade nutricional.

O controle e tratamento das DCV e seus fatores de risco envolvem, além da prescrição medicamentosa, mudanças no estilo de vida, como a prática de atividade física e a adoção de uma alimentação adequada e saudável (SBC, 2013).

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Como o setor da saúde exerce importante papel na promoção da alimentação adequada e saudável, o Ministério da Saúde assume o compromisso de melhoria desse panorama por meio de ações estratégicas e da elaboração e fortalecimento de políticas e programas que tenham como objetivo estimular práticas saudáveis no cotidiano dos brasileiros.

Assim, cabe também aos profissionais de saúde a difícil tarefa de, não só orientar os indivíduos portadores de DCV e/ou de fatores de risco relacionados à alimentação – excesso de peso e a obesidade, a hipertensão arterial sistêmica, o diabetes mellitus tipo 2 e as dislipidemias, bem como garantir sua adesão às orientações nutricionais.

Por isso a ênfase na qualificação destes profissionais.

Nesse sentido, a orientação alimentar compõe o conjunto de ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, especialmente tratando-se de serviços da Atenção Básica, e deve contar com estratégias interativas e lúdicas para oferecer subsídios para que os indivíduos promovam melhores escolhas alimentares, evitando orientações de caráter proibitivo, que dificultam a adesão (BRASIL, 2014a; CANESQUI, 2015).

A alimentação, além do seu aspecto biológico direcionado à nutrição dos indivíduos, abrange também aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais, que precisam ser avaliados na promoção de ações que visem estimular um estilo de vida saudável.

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Aspectos relacionados à disponibilidade e acesso aos alimentos saudáveis, cultura alimentar brasileira, preços de alimentos, dentre outros, impactam nas escolhas alimentares individuais e devem ser analisados na abordagem profissional.

Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira foi atualizado considerando a nova conformidade de alimentação no país, promovendo o consumo de alimentos “de verdade” e desestimulando o consumo de alimentos ultraprocessados, valorizando a cultura alimentar brasileira e sistemas alimentares social e ambientalmente sustentáveis (BRASIL, 2014b).

A Alimentação Cardioprotetora foi elaborada a partir de recomendações nutricionais descritas nas diretrizes brasileiras direcionadas para o tratamento e controle das DCV e seus fatores de risco, a fim de promover a alimentação saudável e adequada e prevenir agravos relacionados ao desenvolvimento de
doenças crônicas.

A proporção de macronutrientes, elemento importante nas recomendações nutricionais para indivíduos portadores de DCV e seus fatores de risco, ainda representa uma questão a aprimorar para os profissionais de saúde, o que dificulta a orientação alimentar desses pacientes em seu tratamento e prevenção.

Para essa publicação, a proposta foi alinhada às preconizações do Guia Alimentar para População Brasileira (BRASIL, 2014b), em especial:

1) na valorização da comida tradicional brasileira; e

2) na exclusão da recomendação de alimentos ultraprocessados, comumente consumidos pela população e prescritos por profissionais de saúde.

Além disso, a Alimentação Cardioprotetora aborda as recomendações específicas para portadores de doenças crônicas associadas à alimentação – DCV, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, obesidade e dislipidemias.

Assim, o presente material tem como objetivo oferecer subsídios aos profissionais de saúde da Atenção Básica, de maneira individual ou coletiva, para que orientem a alimentação de indivíduos portadores de fatores de risco cardiovasculares, a fim de promover a saúde e apoiar a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros, a partir da alimentação tipicamente brasileira, utilizando-se de uma estratégia lúdica de orientação.

Alimentação Cardioprotetora

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