Você Deve Evitar as Lectinas?

Será que as lecitinas presentes nos grãos são um problema?

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Antes de tudo, precisamos entender quem são as lectinas.

Lectinas são uma família de proteínas altamente presente em diversos alimentos de origem vegetal, em especial os grãos e leguminosas.

Elas existem nas plantas para defendê-las na natureza, já que elas não tem pernas pra chutar seus predadores.

Quando presente em alimentos na sua forma “CRUA” elas são altamente resistentes às nossas enzimas digestivas e podem causar problemas.

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Uma lectina encontrada no feijão vermelho por ex pode ser tóxica e causar alterações em nossas hemácias levando a sintomas como vômitos, náusea e diarreia.

Além disso, as lectinas em sua forma natural podem afetar a absorção de vitaminas e minerais importantes como zinco, cálcio e ferro e se ligar as células do trato digestivo, afetando a absorção de nutrientes e interferindo na microbiota intestinal, além de alguns estudos apontarem que podem aumentar a permeabilidade intestinal.

Que tragédia, né? Mas o que ninguém te conta é que já dominamos o FOGO!

Cozinhar degrada a maior parte das lectinas encontradas nos alimentos.

Por exemplo: No feijão vermelho CRU o conteúdo de fitohemaglutinina (um tipo de lectina) pode variar de 20.000 a 70.000 HAU (unidade de medida de lectinas), enquanto ele cozido tem apenas 200-400.

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As lectinas presentes na soja, por exemplo, quando submeti das à fervura por 5-10 minutos são praticamente eliminadas. E como se não bastasse o aquecimento, o remolho tb inativa lectinas

Ah Felipe, mas eu como feijão e passo mal. Deve ser lectina! Quem falou? Feijão tem vários motivos pra te deixar mais cheio que um baiacu, e o teor de FODMAP é o principal deles.

Lectinas somente seriam um problema se consumíssemos esses alimentos na forma crua. E muitos dos alimentos que contém lectina têm tb uma alta quantidade de vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes e polifenóis…

Querem que eu compartilhe a lista com alimentos com maiores quantidades de lectinas?

DOI: 10.3390/nu12102929
DOI: 10.1016/j.toxicon.2004.05.005
doi.org/10.3390/nu14020374

Matéria do Nutricionista Felipe Rossini

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