Cordão umbilical enrolado no pescoço não costuma impedir parto normal, apontam especialistas

Envolver-se no pescoço do bebê não é, na maioria dos casos, motivo para indicar cesariana. A orientação parte de especialistas em obstetrícia que estimam que, em cerca de 95% das situações em que o cordão umbilical circunda o pescoço, o parto vaginal pode ocorrer sem complicações.

Durante a gestação, o feto recebe oxigênio diretamente pelo cordão umbilical, e não por meio das vias aéreas, o que afasta a ideia de “enforcamento” dentro do útero. Mesmo quando o cordão se enrola no pescoço, braço ou perna, o bebê continua a depender da circulação sanguínea proveniente da mãe.

O risco existe, mas é considerado raro. Em uma minoria dos casos, o cordão pode ficar excessivamente apertado e diminuir o fluxo de sangue. Segundo profissionais de saúde, essa compressão pode ocorrer em qualquer parte do corpo fetal, não apenas no pescoço, e costuma ser identificada durante o acompanhamento do trabalho de parto.

Obstetras reforçam que a indicação de cesariana deve levar em conta a avaliação clínica no momento do nascimento, e não a simples presença do cordão ao redor do pescoço. Gestantes são orientadas a buscar informações confiáveis e conversar com seu médico de confiança para evitar decisões baseadas em mitos.

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Imagem: cantinhodanutri.com.br

Com informações de Cantinho da Nutri