Amigdalite – A culpa não é da Amígdala

Conhece alguém que já removeu as amígdalas?

A cirurgia para retirada das amígdalas é um procedimento que muitas vezes é utilizado em casos de infecções recorrentes nas amígdalas e ouvido, que não respondem ao tratamento medicamentoso.

Também pode ser indicada quando as amígdalas aumentam de tamanho e podem obstruir as vias respiratórias ou afetar o apetite.

Geralmente, a cirurgia para retirada das amígdalas também é utilizada para remover os adenóides, que são um conjunto de tecidos que podem infeccionar junto com as amígdalas.

Os adenóides ficam acima das amígdalas e atrás do nariz, muitas vezes sendo removidos para melhorar a passagem de ar.

Apesar de a cirurgia poder ser indicada em alguns casos específicos, a culpa não é das suas amígdalas, que desempenham uma função importante em nosso corpo.

As amígdalas e os adenóides agem como uma primeira linha de defesa, ajudando a reconhecer patógenos que entram pelas vias respiratórias, como bactérias e vírus, e iniciando a resposta imunológica para expulsar esses microrganismos do corpo. Removê-las simplesmente por estarem fazendo seu trabalho é um tanto quanto injusto!

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, que compilou dados de mais de 189.061 crianças, avaliou dados de indivíduos da Dinamarca que removeram as amígdalas e/ou adenóides na infância e descobriu que esses procedimentos aumentaram o risco de infecções respiratórias e asma na vida adulta.

Mais precisamente, houve um aumento de 2-3 vezes no risco de desenvolver infecções do trato respiratório superior, além de um leve aumento no risco de desenvolver doenças infecciosas e alérgicas.

O ponto é:

Se você ou seu filho sofrem com amigdalite recorrente, vale a pena refletir sobre o estado da imunidade. Será que a solução realmente é remover as amígdalas? Como está a alimentação, a exposição ao sol, o cuidado com o intestino?

Amigdalite - A culpa não é da Amígdala

Por Felipe Rossini