Alterações hormonais da síndrome do ovário policístico dificultam emagrecimento

A dificuldade para perder peso é uma das principais queixas de mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP). O problema está ligado a desequilíbrios hormonais que interferem no metabolismo, aumentam a sensação de cansaço e estimulam o consumo de alimentos ricos em carboidratos.

Hormônios em descompasso

Entre as alterações mais frequentes está o aumento da testosterona. O excesso desse hormônio pode provocar acne, crescimento de pelos em áreas incomuns, oleosidade na pele e ciclos menstruais irregulares.

Outro ponto crítico é a insulina. Na SOP, o organismo pode produzir insulina em quantidades superiores às necessárias ou não utilizá-la corretamente. O resultado é a permanência do hormônio circulando no sangue, favorecendo o acúmulo de gordura ‑ principalmente na região abdominal ‑ e enviando ao cérebro a falsa mensagem de falta de energia, o que amplia a fome e a vontade de comer doces.

A tireoide também costuma ser afetada. Níveis inadequados dos hormônios T3 e T4, comuns em quadros de hipotireoidismo, reduzem o gasto energético, intensificam o ganho de peso e aumentam o cansaço.

Ciclo vicioso entre fome e estoque de gordura

Com a insulina elevada, o corpo armazena mais energia na forma de gordura e, ao mesmo tempo, estimula a ingestão de carboidratos para suprir a suposta falta de energia. A cada refeição rica em carboidratos, novos picos de insulina ocorrem, perpetuando o acúmulo de gordura e a dificuldade de emagrecer.

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Imagem: QUE PERDER PESO NA SOP É TÃO DIFÍCIL via cantinhodanutri.com.br

Alimentação como aliada

Ajustes na dieta são considerados essenciais para controlar os hormônios envolvidos na SOP. A recomendação inclui reduzir carboidratos simples, priorizar opções de baixo índice glicêmico e evitar produtos refinados. Alimentos como hortelã, soja e linhaça podem contribuir para baixar a testosterona, enquanto a diminuição do consumo total de carboidratos ajuda a estabilizar a produção de insulina.

Especialistas reforçam que o acompanhamento de um nutricionista é indispensável para definir o plano alimentar adequado e, consequentemente, aliviar sintomas como ganho de peso, fadiga e oscilações de apetite.

Com informações de Cantinho da Nutri