O aumento dos níveis de progesterona durante a gestação provoca o relaxamento da musculatura de todo o corpo, inclusive do sistema digestivo, o que torna a digestão mais lenta e favorece a formação de gases, arrotos, inchaço abdominal e flatulência.
De acordo com especialistas em nutrição materna, o problema tende a se intensificar no fim da gravidez, quando o útero dilatado pressiona o estômago e pode agravar sintomas como azia, acidez estomacal e constipação.
Alimentos que mais geram gases
Alguns itens da dieta concentram carboidratos não absorvíveis ou sofrem fermentação no intestino, aumentando a produção de gases. Entre eles:
- Legumes como couve, couve-flor, feijão, cebola, brócolis, alcachofra e aspargos;
- Frutas como maçã, manga, uva-passa, ameixa, cereja, melancia e pêssego;
- Sementes de girassol, papoula e funcho;
- Fontes de fibras, a exemplo de grão-de-bico e lentilha, quando consumidas em excesso;
- Bebidas gaseificadas, como refrigerantes, vinhos e cervejas — o consumo de álcool deve ser suspenso na gestação;
- Produtos preparados com trigo e farelo de trigo.
Estratégias para aliviar o incômodo
Nutricionistas recomendam fracionar a alimentação em pequenas porções ao longo do dia, mastigar devagar e evitar conversar enquanto come, a fim de reduzir a ingestão de ar. Frituras e bebidas com gás carbônico também devem ser limitadas.
Para aliviar dores e espasmos, o chá de erva-cidreira pode ser consumido até três vezes ao dia. O preparo é simples: coloque duas colheres (sopa) de folhas na água fervente, deixe em infusão por cerca de 10 minutos e coe antes de beber.
Imagem: cantinhodanutri.com.br
O acompanhamento das reações do próprio corpo ajuda a identificar quais alimentos aumentam a formação de gases e quais provocam menos desconforto.
Com informações de Cantinho da Nutri