Calma que eu não estou maluco. Vem comigo pra você entender.
A Tireoidite de Hashimoto é uma condição autoimune que afeta a glândula tireoide, onde nosso sistema imunológico ataca equivocadamente as células da tireoide, levando à inflamação, destruição gradual da glândula.
Nos estágios iniciais da doença, ela ainda é capaz de produzir seus hormônios, mantendo assim níveis normais de TSH, T3 e T4 livre. É nessa fase que muitas vezes você ouve do seu médico a seguinte frase: “Vamos acompanhando”.
O que, na verdade, ele quer dizer é: “Não tem o que fazer, vamos esperar ela inflamar mais, perder mais função, e aí sim a gente repõe hormônio.”
Mas, à medida que a tireoide é destruída, o hipotireoidismo se instala e aí os sintomas aparecem, como cansaço, queda de cabelo, ganho de peso, alterações no humor, entre outros.
Por isso, é muito comum descobrir a Hashimoto após detectar o hipotireoidismo, já que dificilmente os anticorpos são solicitados sem que o paciente tenha hipotireoidismo, o que considero um erro.
É como se a Hashimoto fosse a causa raiz e o hipotireoidismo fosse a consequência, que é quando a gente os sintomas começam.
O problema?
O hormônio não trata a tireoidite de Hashimoto, ele apenas fornece o hormônio que sua tireoide não está produzindo porque está disfuncional. E adivinha o que acontece quando a Hashimoto não é tratada?
Acertou, a cada consulta com seu médico, ele aumenta a dose do seu hormônio devido à destruição gradativa da tireoide ao longos do tempo.
E o que deveria ser feito?
Tratar a autoimunidade em primeira instância, independente de você estar ou não repondo hormônio.
Fácil?
Nem um pouco. Tratar uma doença autoimune é desafiador e exige uma abordagem multidimensional. Lembre-se que: A genética carrega a arma, mas é o estilo de vida aperta o gatilho.

Por Felipe Rossini
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